Sua mente latejava enquanto seu corpo era consumido em chamas, assim que se deparou com o Ancião da velha floresta, quando encontrou este calmamente entoava um cântico a beira do Rio, com um ar ponderado, sutilmente observava as folhas do outono serem levadas pela correnteza...
Sentiu a nostalgia do velho como se fosse sua própria, lembranças ecoavam no infinito enquanto as folhas desapareciam Rio abaixo, a nascente parecia contar histórias enquanto a água jorrava causando um agradável som desafiando um silêncio imensurável.
O viajante já peregrinava pela Velha floresta fazia 20 dias, mal se alimentara ou dormira, e finalmente havia encontrado o que tão vorazmente procurava: o Ancião.
A ansiedade que lhe preencheu fez aquela primeira visão do Ancião e os segundos subseqüentes parecerem eras, quando finalmente caiu em si e reparou que havia perdido as palavras no momento em que mais precisava delas...
O Ancião parecia indiferente a sua presença, na verdade parecia q nem havia notado que ele o observava, permaneceu cantarolando suas composições que traziam nostalgia para o coração do viajante:
E lá vai outra pequena folha
Folhinha que vai
Como meus momentos
Que foram levados
Por brandas águas
Que gentilmente
Agraciam ao partir
Todo o fulgor da viajem foi contido, sua mente não latejava mais e seu corpo estava frio como gelo, e quando imaginou que conseguiria articular uma frase para poder então concluir o que ele tinha para ali fazer, o ancião o interrompeu...
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